Desde que assumi o Cargo do Departamento de Infância da USE Intermunicipal de Barretos, que conheci essa casa espírita, quando vinha em algumas palestras e conheci a Marta de Matos Bueno e seu esposo Adalberto Bueno.
Depois de algum tempo,fiquei sabendo que a casa havia fechado. E, o tempo passou, em meio a tantos compromissos pessoais e com o Departamento Infanto/Juvenil da USE Intermunicipal Barretos, período que me ofereceram a chave pedindo – me que reativasse as atividades, mas não tive como assumir essa casa.
Um dia devido alguns problemas familiares fui conhecer a cidade de Palmelo/GO ficando lá por dez dias. E quando retornei para minha casa,vinha sempre na minha mente reestruturar aquela casa. E isso me alegrava muito. Foi quando encontrei com um amigo Mario José Cecílio que também tinha o mesmo propósito.
Foi então que fui conhecer a casa. Para minha surpresa a casa tinha sido invadida por quatro homens que com seus vícios , tornaou a casa num ponto de drogas. Cada vez que eu chegava lá tinha um homem a mais.
Fui conversar com eles e falar do meu objetivo, mas ninguém aceitou a ideia de sair dizendo que não tinha pra onde ir. Então eu orava e pedia à Deus intuição de como pedir pra eles se retirarem da casa pra que nós pudéssemos reabrir as portas. Foi então que o Mario, com sua boa intenção, pediu -me pra procurar uma casa para alugar e acomodá – los.
Mas foi tudo em vão, ninguém quis alugar casa pra eles. Eu comecei a ficar preocupada, pensativa, mas logo tive uma intuição, oferece uma internação para tratamento do vício e, quando ofereci a oportunidade de sair daquela vida,os quatro aceitaram.
E eu no momento só tinha a ideia,mas nem sabia como arrumar uma vaga, e precisava de quatro vagas num lugar que podia cuidar bem deles. E sai de lá dizendo na próxima segunda feira eu venho busca – los. Que felicidade. Sempre confiante e seguindo a intuição, cheguei em casa e no outro dia acordei com certeza do lugar. Foi quando me lembrei da CEREA, procurei pelo responsável sr.
Osterno Braz, expliquei a situação e disse que seria por uma causa nobre. Então ele aceitou e no outro dia fomos conversar com eles, e chegando lá não tinha ninguém no centro, mas já haviam me falado que quando eu chegasse lá e não encontrasse ninguém, eles estariam na praça bebendo.
E quando lá chegamos realmente estavam na praça. Sr Osterno conversou com eles e ficou combinado que no outro dia iriamos busca – los. E assim aconteceu. Foram pra chácara do CEREA de Barretos com a roupa do corpo. E foi então que comecei a pedir ajuda aos amigos, pois precisava de roupas,calçados, e até cigarros.
Comecei a frequentar as reuniões do CEREA, fui madrinha deles, e acompanhei – os por um ano. Tenho muito que agradecer o Sr Osterno, pois ele ofereceu pra reformar o centro com os internos, incluindo os que estavam em Colômbia.
Eles ficaram em tratamento por um ano, depois dois constituíram família e dois voltaram para a cidade natal.